DOULA PÓS-PARTO

Antes de escrever essa declaração, resolvi voltar à nossa conversa no inbox para ler nossa conversas nos primeiros dias após o nascimento de Yan Naluh, e, acredite, mais uma vez tuas palavras causaram efeito de serenidade e conforto ao meu coração e emoção. Por coincidência, tive um tia bem agitado (para não dizer difícil) aqui em casa com a demanda com o bebê, o marido e a casa… E ler nossa conversa foi cura mais uma vez. Pois bem. A experiência de acolhimento que eu tive com Mariana teve início quando, ainda grávida, cheguei de alguma forma a um texto dela no seu blog sobre “Não usar lenço umedecido no bebê”, que eu achei incrível e que me fez a procurá-la no face e passar a segui-la.
Não sabia eu que aquele texto foi o pretexto que o universo usou para permitir um encontro que me traria cuidado, cura. Foi (ainda é) no meu pós-parto que tive a clareza e entendimento do movimento do universo para meu encontro com Mari, pois está sendo nesta fase que eu absolutamente estou precisando ser “doulada” no real sentido de ser doula, na essência. Eu pari em casa, tive doula, que é uma querida, que me ajudou, mas, com o seu perdão, não consegui acessar um lugar de confiança que me permitisse rasgar-me em minha dor na sua presença, pedindo cuidado, me mostrando frágil (o que é bem raro). Eu não conheço Mari pessoalmente, mas foi ela quem me acolheu num momento de pico na crise do puerpério onde eu me sentia muito sozinha, doída e abandonada. Corpo doendo, 10 dias sem dormir, coração revirado e foi Mari que conseguiu ler minhas dores e apenas se mostrou junto e cuidou… Sem nada demais, apenas cuidou. Doulas cuidam!!! Mari cuida… Mari foi minha Doula… Ela cuidou de mim, e eu nem a conheço!
Gratidão! Gratidão!
Deyse de Bel

ofuro-anaDoula é uma palavra que provém do grego. Seu significado original é “aquela que serve”. Assim são chamadas, atualmente, mulheres experientes que entendem todas as alterações fisiológicas, emocionais e culturais que a puérpera está atravessando e, que por isso,que auxiliam durante o puerpério na casa da mulher que deu à luz para auxiliá-la e instruí-la em sua nova tarefa de ser mãe.

O trabalho de doula é cada vez mais necessário em nossa sociedade, já que as mães se veem sozinhas e sem referências para encontrarem uma conexão. Muitas mães experimentam uma confusão e um esgotamento emocional muito grande, que permanecer em pé até o momento de dormir se transforma em um terrível desafio.

O papel da Doula, acima de tudo, é oferecer suporte físico e emocional, apoio, atenção, proteção, solidariedade e ajudar a nova mãe a se reconectar e construir a maternidade. A doula atende e dá assistência a mãe, e não à criança. Toda mulher bem apoiada, efetivamente compreendida e ouvida com solidariedade estará em ótimas condições de tomar conta do bebê.

“Em qualquer caso, uma mãe não pode se entregar à demanda e à desintegração psicológica que implica a atenção de um bebê recém-nascido se não contar com pessoas de suporte, amorosas e sábias, a quem delegar quase todos os aspectos do mundo material. A elas lhes corresponde nos incitar à introspecção, à conexão com nosso filho, ao despojamento de outras preocupações, e ao florescimento de nossas intuições que nos farão compreender a criança pequena graças à conexão com nossa memória filogenética… Encontrar as pessoas adequadas para que nos apoiem durante o primeiro período em casa, não é fácil. Estas pessoas precisam ser capazes de nos observar sem nos julgar, e poder ‘sair de cena’ para atuar só como facilitadoras do vínculo que estamos desenvolvendo com nosso filho… Porque não importa se fazemos as coisas bem. O que importa é que tenhamos ‘via livre’ para o encontro com nosso ser mais profundo, e portanto, com o ser que acaba de nascer. As pessoas apoiadoras têm que ter confiança que cada relação irá encontrar sua modalidade, podendo ter palavras amorosas para nos aliviar, nos dizendo que se escutarmos as mensagens da alma e atuarmos segundo nossas mais íntimas crenças, encontraremos o modo de nos entender com nosso filho. …Essas pessoas têm que cumprir o papel de protetores da díade e ao mesmo tempo de guardiãs contra os depredadores emocionais.”
Laura Gutman

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